quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Cu Olé Tânia!




Numa tentativa de inovação, o Ali Atoriedades (é sempre cool falar na 3ª pessoa) tentou fazer uma semana temática sobre música de verão Portuguesa. Ficam aqui organizados os vários fascículos.


Música de Verão Portuguesa - Parte I

Para começar, O Ritmo Do Amor. Um video que quer passar que Portugal é Ibiza, onde até um talho é invadido por mulheres boas. Nem num churrasco no Brasil se vê tão boa maminha.

Mas vá, é sempre bom ver um grupo de bailarinas, parte ilegais do Brasil outra parte ilegais de Leste. Acompanhadas por "homens" depilados (punham pelo menos um palito nos dentes).
Enfim, um belo retrato do que Portugal não é!





Música de Verão Portuguesa - Parte II

Hoje o cantor é ele, o Rei do Sertanejo Português, ou talvez mesmo, o Rei do Merengue de Portugal.
Hoje sendo 31 de Julho, a escolha só poderia ser mesmo esta.

Pessoalmente discordo da temática, porque nenhum dia é um bom dia para casar (talvez a 31 de Fevereio). Além disso, quando entra, entra sempre a gosto.







Música de Verão Portuguesa - Parte III

Agosto, mês dos fogos florestais, das melgas e dos emigrantes em cavas. Quem não se lembra das míticas "Operação Emigrante"? Não, não estou a falar das que eram levadas a cabo pela GNR, mas s
im por esses puros lusitanos, que davam o prazer às filhas dos emigrantes, prazer que elas não conseguiam obter no país destino.
Nessa altura elas vestiam-se com roupas mais 'à frente' e com menos tecido atrás. Entretanto a Zara e a Bershka também abriram lojas cá e perdeu-se a mística.
O cantor que trago hoje, é Dino Meira. Um cantor que juntamente com Carlos Paião, abriu o caminho para outros cantores como: Engélico, Amy Winehouse, Whitney Houston ou mesmo os Delfins.
Dizem que antes de morrer, teve a hipótese de trabalhar com Mia Couto, mas que estava farto e optou por Mio Cárdio.
Curiosamente, o próximo destino caso não tivesse morrido, seria o Brasil. Era um homem à frente no tempo...





Música de Verão Portuguesa - Parte IV

Aviso desde de já, que estou mal disposto por causa da música seleccionada para hoje.

Que raio de Kuduromania vem a ser esta? Emanuel lança uma música de Kuduro, Quim Barreiros, também tem u
ma música com ritmo Kudutro, José Malhoa idem... até a Sónia Brazão esteve uns tempo sem mexer o rabo. Acho que neste momento, só mesmo o Padre Borga não tem (ainda) uma música Kuduro.
Mas vamos ao tema de hoje, Morena Kuduro de José Malhoa. A escolha mais lógica deveria ser "Baile de Verão", mas devido ao video, optei por esta.
Começando por referir o nome do cantor, está bem escolhido. Se os EUA são o país dos cowboys onde já confundem espectadores de cinema com índios, em Portugal dada a taxa de violência doméstica, faz todo sentido um cantor chamar-se José Malhoa ( embora seja dar demasiado bandeira).

Agora o videoclip. Começa com uma estrada com buracos, coerente, mas as coerências terminam aqui. Aliás, eu pergunto onde é que anda a ASAE.
Então, se alguém me perguntar qual a probabilidade de encontrar uma morena daquelas, vestida daquele modo e a caminhar à beira da estrada, eu vou responder que é mais ou menos a mesma, de encontrar um walkman no chão, sem um único arranhão e com duas pilas "AA" (aquele walkman trabalha a 3 Volts) carregadas.
Aliás, já há quem diga que o SCP só volta a ser campeão, quando alguém encontrar um walkman a funcionar à beira da estrada.

Depois: "nem escapou o padre...". Pelo amor de Deus, estamos a falar de um Padre, da igreja, haja um mínimo de respeito e seriedade. É que a idade daquela morena já está muito para lá da faixa etária alvo dos padres.

Por fim, o final. Há inicialmente alguma verdade. Um cota mesmo com um penteado a CR7 e um alto carro não é suficiente para impressionar uma garota. Claro que depois colocou a música e ela pensou:
- Olha um auto-rádio para o meu namorado depois gamar!
Agora, ligar os faróis porque leva uma mulher no carro?!? É algum código? É tipo a dizer:
- Sou o José Malhoa, não sou o José Raposo!





Música de Verão Portuguesa - Parte V

Este levantamento musical caminha para o seu final, mas ainda existem ícones importantíssimos que não podem ficar de fora.
Um deles, é o Tony Carreira (Tony Ônibus para os Brasileiros).

A mús
ica escolhida foi o "Sonhos de Menino". Um 'slow', a oportunidade de dançar juntinho de uma moça e tentar adivinhar o tamanho da copa do soutien dela.

Esta música será um bom registo histórico para o futuro. Um dia uma criança de Cascais irá ouvir por acidente e perguntar à mãe:
- Mamã, o que é uma "aldeia perdida na beira"?
- Olhe, é uma coisa giríssima, é tipo um sitio muito longe com um nome muito engraçado, está a ver?
- Haaaa, como Alcabideche e Rinchoa?
- Não querido, mais longe. Temos de passar rios e muitas pontes.
- Feijó?





Música de Verão Portuguesa - Parte VI

Continuando este sublime escrutínio sobre a música de Verão Portuguesa, hoje trago algo mais moderno.
Noutros tempos não havia SCUTs, e as autoestradas que havia, era necessário pagar portage
ns, pelo que era complicado os jovens irem à cidade à discoteca, ao cinema e mesmo para determinadas actividades sexuais.

Então aí surgiu um cantor visionário brasileiro chamado Iran Costa e fez uma revolução.
De uma assentada levou um momento discoteca aos bailes da aldeia, onde crianças aprendiam determinados movimentos do cóccix (e velhos os recordavam), realizou um video, que é até hoje o único Godzilla realizado em Portugal, e claro, se é verdade que Scolari fez toda uma nação colocar uma bandeira à janela, Iran Costa conseguiu colocar um povo a pedir para lhe tocarem o bicho.






Música de Verão Portuguesa - Parte VII

Penúltimo "Faz Ciclo" desta temática.
Diz quem sabe, que baile de aldeia tem sempre um momento rock. Um momento de música 'maluca' que mandava embora as beatas para casa e puxava os mais bêb
ados da frente da tasca, para a frente do palco, demonstrando aí as suas melhores performances.
Era um momento de sentimentos antagónicos, porque se por um lado era a altura em que o baile entrava na melhor parte, por outro, as beatas levavam as filhas (ou netas) para casa e acabava o rossa rossa (e as idas atrás da igreja).

Por mais que se invente, Rock só havia um. Era A Minha Casinha dos Xutos. Quando os primeiros acordes começavam, mesmo quem estava a jogar às escondidas (ou ao toca e foge) corria para frente do palco. Depois cada um imaginava ter uma guitarra eléctrica nas mãos e todos tocavam vigorosamente os mesmos acordes (ninguém desafinava). Havia mesmo no final quem fingisse partir a guitarra no chão. Outros mais velhos (e com mais cerveja), conseguiam encontrar um troço de uma couve e acreditavam que aquilo era mesmo um microfone. Dizem até que alguns levavam uns cigarros feitos com barba de milho para curtir ainda mais.

Este tema demonstra bem que os portugueses tem uma excelente capacidade para decorar letras de canções... desde que estas não tenham mais que 6 pequenas frases.

De realçar que esta música tem atravessado gerações, e tendo em conta o número de casos de famílias, que tem entregue a casa aos bancos devido ao incumprimento no pagamento das prestações, volta a estar na moda.





Música de Verão Portuguesa - Parte VIII

Hoje decidi que era a última edição desta temática. Haveria muitos mais compositores de renome, mas infelizmente não pude falar deles todos.

Para fechar, seleccionei um tema que fez e cont
inua a fazer parte de muitos 'encores' por esses bailes de verão: O Apita o Comboio.

Sei que é complicado explicar a Madeirenses e Açorianos o que é um comboio, mas não se preocupem, mais uns anos e no continente também não vão saber o que é.
Para além da forte recomendação por este transporte público, esta música é uma aula de geografia. Tirando os que lá vivem, alguém antes conhecia o rio Torto?

Mas tem mais, ao fechar o baile, esta música provocava enormes comboios humanos. Muitas vezes como mais passageiros, que os estudos mais optimistas previam para o TGV.
Ao mesmo tempo, era a guerra para ser o maquinista, todos os rapazes queriam ir à frente... e levar com todos atrás... era o momento em que ser gay deixava de estar reservado apenas às elites. O chamado homosexualismo do povo. Ir na frente e sentir alguém atrás com as mãos nos nossos ombros... um sonho!
Claro que outros faziam de carruagem e também levavam com as mãos de outros nas costas, mas em compensação, tinham a oportunidade de meter as mãos nos ombros de uma moça. Muitas das vezes conseguiam até sentir o 'elástico' do soutien, o que às 3 horas da manhã com tanta cerveja já bebida, era praticamente um acto sexual de 3º grau.

Foi um prazer, tem agora uma maravilhosa playlist para colocar no vosso auto-rádio e mostrar a esses alemães, que eles é que tem dinheiro, mas nós é que pimba.






Ai que saudades das promoções de Verão do Pingo Doce. Naquela altura com a Caixa 3 tinha a fruta à pala...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sem pés nem cabeça


O que me trás aqui? Um username, uma password e um click.

Hoje vou entrar em modo de indignação retrograda. E criticar essa coisa de falar com um tal de nível.
Há dias, estava eu na fila do Pingo Doce para pagar um pack de rolos de papel higiénico de uma determinada marca, quando o operador de caixa me interpela:
- Olhe que os rolos da nossa marca são mais baratos.
Ao que eu respondi:
- Sim, mas não é tão suave quando limpo o cu com ele.
Logo vários olhares superiores de quem estava na fila me olharam indignados e o próprio operador da caixa me corrigiu:
- "Quando limpo o rabo", queria o senhor dizer. Olhe a educação!

Achei aquilo intrigante. Cheguei a casa e pesquisei no dicionário:
Cu: Ânus; assento; traseiro.
Rabo: Termo genérico com que se indica o apêndice caudal de todos os animais.

Concluí portanto que ser bem educado, é designar uma parte anatómica do nosso corpo pela mesma designação de um apêndice que existe em animais como bois, burros, cães, ratazanas, ovelhas, etc...

Confesso que não sei se dizer rabo em vez de cu é uma questão de educação, ou de falta de conhecimento. Mas o melhor é mesmo ir pela maioria.

Assim sendo, no resto deste post irei seguir à risca esta regra e ser o mais educado possível para subir o nível.

Não me vou alongar muito, porque sinto o bucho vazio e ainda quero ruminar qualquer coisa antes de ir com uma amiga que está prenha ao centro comercial, para ela tosquiar o pelo da cabeça e tratar dos cascos.

Para finalizar, no mesmo dia em que ocorreu este incidente, alguém depois deve ter comentado com a operadora da Caixa 3. Digo isto, porque quando cheguei a casa, ela estava deitada no sofá quase numa, olhou-me fixamente nos olhos e disse:
- Anda cá meu animal!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Laços de Sangue A RH+

Não, não morri. Apenas tenho estado à espera que o Sporting ganhasse mais de 3 jogos seguidos (incluindo os treinos).

E é exactamente por causa do Sporting que decidi vir aqui comentar as novelas da SIC. Este fim-de-semana, pela primeira vez na história, termina uma telenovela não por falta de argumento, mas por começar a escassear o elenco.

Entre assassinatos e personagens que saíram de cena, foram mais de 20. Ao pé disto, os vampiros da Lua Vermelha são uns meninos.

Eu é que não sou o Bruno Nogueira ou o João Quadros, porque se fosse, acusava a SIC de plágio do programa "Último a Sair".
E atenção que o plágio continua. Na primeira semana da nova novela já vi 3 assassinatos. Poderemos dizer que o Joaquim de Almeida foi logo expulso quando acabava de entrar na casa (no fundo, é o Marco Borges de Hollywood) e a Soraia Chaves não teve sequer direito a umas nomeações. Confesso que não entendo esta obsessão da SIC em querer matar actrizes bem boas com sobrenome Chaves.

Resumindo, olhando para o plantel do Sporting do ano passado e o deste ano, concluo que o argumentista das novelas da SIC deve ser o responsável pelo balneário do SCP.

E pronto, espero que este post seja suficiente para manter os laços que me ligam aos seguidores deste blog.

No final, há sempre algo sobre a operadora da caixa 3 do Pingo Doce:
- Só o olhar dela, mata-me!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Aqui e Ali, haja BomCensos.

Vou ser rápido. Até que assim dificilmente alguém me apanha enquanto aqui estou.
Neste post, vou colocar de lado a linguagem erudita e recorrer à linguagem eruscrita.

Vamos então a um extracto do meu Censos 2011:
- Tem retrete em casa?
- Não!

- O que estava a fazer no dia 21 de Março de 2011 às 00:00?
- A cagar!

- Sabe ler e escrever?
- Sei, mas pouco. Por questões técnicas já referidas, estou impossibilitado de usar as mãos para folhear revistas na casa de banho e fazer sopa de letras.

- No dia 21 de Março de 2011 às 00:00 estava mais alguém presente no seu alojamento?
- Estava mas foi-se logo embora.


Por curiosidade, estava em casa com a operadora da Caixa3 do Pingo Doce e a dada altura convidei-a:
- Querida, queres ficar cá esta noite?
- É melhor não, estou com diarreia.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

? A Problemática do Problema !

De certeza que já vos aconteceu.
Param, olham, escutam e pensam: "Porque raio parei, olhei e escutei?"
A vida tem disto, ora sim, ora não. No caso da mulheres, acresce o talvez sim quase não, depende se faz sol e se o verde hoje lhe parece mais ecológico.

Foquemos-nos agora no problema. Quantas vezes ao prepararem-se para acordar pensaram: será que hoje vou conseguir largar a cama e largar uma bela sequência sonora gasificada?

Uma flatulência ao acordar é sempre alegria. No dia mais frio de Inverno faz recordar os foguetes lançados na alvorada da festa lá na terrinha. O cheiro que se segue assemelha-se igualmente ao odor a enxofre queimado resultante do lançamento dos foguetes.
O dia começa ali, naquele momento. O peido matinal é o tiro de partida.
O peido é isento de imitações. Ninguém bombeia ar no ânus para dar um peido artificial (há quem bombeie nessa parte, mas não é ar que lá entra).

Nenhum ladrão rouba um peido a um inocente, quando muito leva-o a libertar tudo o que estiver presente na zona terminal do intestino grosso (por outras palavras, borrar-se todo).

Nunca houve necessidade de registar a patente do peido, porque por mais que os chineses o tentem imitar e fazê-lo mais barato, nunca conseguirão clonar o nosso peido.
O peido é isento de IVA, não é influenciado pelo défice e quando dado na fila para pagar a gasolina, até faz esquecer o preço dos combustíveis.

Quantos traques não terá dado Michael Jackson quando fazia força para fazer o moon walk?
Qual a qualidade das bufas dadas por James Brown quando cantava com toda a força "I Feel Good"?
Qual o rasgar dos "rufus" gerados por Louis Armstrong quando este soprava vigorosamente na sua trompete?
Qual a suavidade da flatulência do José Sócrates, quando o telemóvel dele toca e no visor aparece: "Angela Merkel"?

Agora estamos perante uma grande crise de valores gasosos.
Sim, estou a falar do facebook.
Na semana passada, vi o poder que as redes sociais tiveram no Egipto. E vi também um amigo meu que removeu o estado civil "casado" do mural.
Ou seja, o facebook permite acabar com qualquer ditadura. Permite também dar um toque, mas não permite dar um peido.

Há que inovar pá! Temos de poder deixar um peido num mural de um amigo e depois quem visitasse sentia o cheiro e deixava ou não o seu "like".

Talvez seja melhor criar uma nova rede. Tipo facebufa, ou mais literal, caradepeido. E então na informação pessoal, em vez de estado civil ou gostos musicais, teríamos estado do aparelho digestivo e gostos gastronómicos (feijoada, rojões...).


Não sei se já repararam, mas vejam:
- já temos um primeiro-ministro que 'esfinge' que governa;
- não temos figuras em perfil, mas temos várias com a face oculta;
- não temos pirâmides com 10.000 anos, mas temos com algumas semelhanças a Casa da Música que foi um investimento faraónico e temos múmias num Mausoléu na Rinchoa com mais de 7 anos.

E agora temos a rede social facebufa (ou caradepeito.pt). Temos tudo para fazer uma revolução.

Já tivemos a Revolução dos Cravos, desta vez será a Revolução dos Peidos. Será uma nova revolução e por isso uma nova fragrância. É certo que em 1974 meteram cravos no cano das armas, desta vez terão de meter o cano no... bem, depois logo se vê. Pode ser que o Castelo Branco queira ser o novo vendedor de 'cravos'.


Éh pá, fiquei tão entusiasmado com esta ideia, que ontem, Dia dos Namorados, cheguei juntinho da operadora da caixa 3 e disse-lhe assim com um ar bastante autoritário (para mostrar quem manda):
- Querida, já acabei de lavar a louça e passar a esfregona na cozinha. Agora acho que deveríamos aproveitar o dia de hoje e fazer uma revolução na nossa vida sexual!
Ao que ela com ar de submissa respondeu baixinho:
- Sim sim, isto de ditadura já tinha muito pouco...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

AliComments : O Tuga é um ser superior!

Até aqui, estava convencido que o Mourinho era o maior. Mas esqueçam lá isso.

Vejam só isto:

Este homem que só é gay nos anos pares, às vezes salta-lhe a tampa, e consegue de uma assentada ser um Macgyver, uma Sharon Stone e um Dan Brown!

Podem já fazer um filme: "O Código da Rolha do Tinto Fatal" (onde a rolha seria feita com uma pastilha elástica e um crachá do Pingo Doce a dizer 0%).

Para mim, é desde já o vencedor do Portugal tem Talento. Mais, por mim, deveria ser ele a governar este país.
Aposto que iria conseguir cortar completamente o défice com recurso a dois abre-latas e uma forquilha de bicicleta.
Depois facilmente as taxas de juros iriam descer, pois os mercados iriam finalmente acreditar que o governo iria cortar em tudo, até nos mais velhos.
Teria ainda a vantagem que deixaria de haver onde muitos pudessem continuar a 'mamar' do estado.

Em suma, ponham bem os olhos neste homem!... E as mãos onde bem sabem...

PS: Por razões óbvias, este post é mais curto.

domingo, 19 de dezembro de 2010

A força do Pinheiro da Natal

Decorria um indeterminado ano. Provavelmente um dos primeiros em que já serviam pequenos-almoços.
O normal era pedir um ovo estrelado com bacon. Mais tarde por causa do colesterol, trocaram a entremeada por uma carne melhor e assim nasceu o dilema do ovo com lombo.
O que terá aparecido primeiro? O ovo ou a galinha?
Talvez a galinha. Mas alimentando-se esta de sementes e sendo o pinhão uma semente, terá a galinha comido pinhões?
E já agora, o que terá aparecido antes, o pinhão ou o pinheiro? Se for o pinhão e depois veio o pinheiro, significa que a galinha não comeu o pinhão. Se foi o pinheiro, poderá ter sido decepado no Natal e já não deu pinhões.
Sem pinhões no Natal, restam as nozes, os figos secos, as frutas cristalizadas e o bolo rei.
O bolo rei leva ovos, pelo que mesmo não sabendo quem foi primeiro (o ovo ou galinha), sabemos que no Natal foi o ovo. E tendo sido este envolvido com alguma promiscuidade com farinha e açúcar, não teve oportunidade de evoluir para galinha.
Não havendo galinha, o pinhão safa-se e teremos pinheiro depois do Natal. Depois do Natal, os pinheiros são deitados fora, pelo que também já não interessa.
Quanto muito interessarão no Verão, para serem devorados na 'incêndios season'. Nessa mesma altura vêm muitos emigrantes matar saudades, principalmente os que não puderam vir no Natal.
Também nessa altura com o calor, as pinhas abrem-se e deixam cair os pinhões.
Pena é que os emigrantes façam muitos churrascos, não havendo depois galinhas para comer esses pinhões, razão pela qual, no próximo Natal haverá pinheiros.
Só que pela mesma razão não haverá ovos, o que por consequência não haverá bolo rei nem rabanadas. O que assim sendo, no próximo Natal não se justifica cá virem os emigrantes.
Seja como for, eu gosto muito da noite de Natal. Isto porque acontece sempre após uma dúzia de meses e logo no dia 24, ou seja, duas dúzias. É talvez por isso que é muito fácil contabilizar ovos, são às dúzias, ao contrário dos emigrantes que são muitos.
Até que um dia, um emigrante da América chegou na noite de Natal e disse:
- Esqueçam a galinha, lá nós comemos peru.
A galinha sobreviveu, comeu os pinhões e deixou de haver pinheiros.
Zangados, os vizinhos igualmente emigrantes, foram acertar contas com o emigrante gringo. Pois sem pinheiros já mais poderiam vir no Natal e no Verão.
Foi então que o mesmo emigrante sugeriu o pinheiro de plástico, o dinheiro de plástico e aproveitando o excesso de galinhas, a comida de plástico com o McChiken.
Começou então a formar-se um enorme volume de interessados para provar tal iguaria.
Perguntou então alguém lá de dentro para começar a servir:
- Vamos lá então, quem é que apareceu primeiro?
O ovo e a galinha ficaram a olhar um para o outro. O pinheiro coçou a pinha e o pinhão foi à boleia com um emigrante em camisa de alças numa moto 4.

Chegou-se então à frente a Caixa 3 do Pingo Doce e fez o seu pedido:
- Era um ovo estrelado com bacon.