domingo, 19 de dezembro de 2010

A força do Pinheiro da Natal

Decorria um indeterminado ano. Provavelmente um dos primeiros em que já serviam pequenos-almoços.
O normal era pedir um ovo estrelado com bacon. Mais tarde por causa do colesterol, trocaram a entremeada por uma carne melhor e assim nasceu o dilema do ovo com lombo.
O que terá aparecido primeiro? O ovo ou a galinha?
Talvez a galinha. Mas alimentando-se esta de sementes e sendo o pinhão uma semente, terá a galinha comido pinhões?
E já agora, o que terá aparecido antes, o pinhão ou o pinheiro? Se for o pinhão e depois veio o pinheiro, significa que a galinha não comeu o pinhão. Se foi o pinheiro, poderá ter sido decepado no Natal e já não deu pinhões.
Sem pinhões no Natal, restam as nozes, os figos secos, as frutas cristalizadas e o bolo rei.
O bolo rei leva ovos, pelo que mesmo não sabendo quem foi primeiro (o ovo ou galinha), sabemos que no Natal foi o ovo. E tendo sido este envolvido com alguma promiscuidade com farinha e açúcar, não teve oportunidade de evoluir para galinha.
Não havendo galinha, o pinhão safa-se e teremos pinheiro depois do Natal. Depois do Natal, os pinheiros são deitados fora, pelo que também já não interessa.
Quanto muito interessarão no Verão, para serem devorados na 'incêndios season'. Nessa mesma altura vêm muitos emigrantes matar saudades, principalmente os que não puderam vir no Natal.
Também nessa altura com o calor, as pinhas abrem-se e deixam cair os pinhões.
Pena é que os emigrantes façam muitos churrascos, não havendo depois galinhas para comer esses pinhões, razão pela qual, no próximo Natal haverá pinheiros.
Só que pela mesma razão não haverá ovos, o que por consequência não haverá bolo rei nem rabanadas. O que assim sendo, no próximo Natal não se justifica cá virem os emigrantes.
Seja como for, eu gosto muito da noite de Natal. Isto porque acontece sempre após uma dúzia de meses e logo no dia 24, ou seja, duas dúzias. É talvez por isso que é muito fácil contabilizar ovos, são às dúzias, ao contrário dos emigrantes que são muitos.
Até que um dia, um emigrante da América chegou na noite de Natal e disse:
- Esqueçam a galinha, lá nós comemos peru.
A galinha sobreviveu, comeu os pinhões e deixou de haver pinheiros.
Zangados, os vizinhos igualmente emigrantes, foram acertar contas com o emigrante gringo. Pois sem pinheiros já mais poderiam vir no Natal e no Verão.
Foi então que o mesmo emigrante sugeriu o pinheiro de plástico, o dinheiro de plástico e aproveitando o excesso de galinhas, a comida de plástico com o McChiken.
Começou então a formar-se um enorme volume de interessados para provar tal iguaria.
Perguntou então alguém lá de dentro para começar a servir:
- Vamos lá então, quem é que apareceu primeiro?
O ovo e a galinha ficaram a olhar um para o outro. O pinheiro coçou a pinha e o pinhão foi à boleia com um emigrante em camisa de alças numa moto 4.

Chegou-se então à frente a Caixa 3 do Pingo Doce e fez o seu pedido:
- Era um ovo estrelado com bacon.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Uma Crise cheia de prosperidade.

É Natal. Natal é quando um homem quiser e Bruxelas deixar.
O Natal é mundial e é sentir o calor da família. Ou seja, Natal é por si só um aquecimento global.

Com o aquecimento global muda tudo. E tudo o que muda é global.
Quando era novo, para além de ter menos idade, sabia que depois do Outono vinha o Inverno. Hoje já não sei se vem o Inverno, o FMI, o D. Sebastião ou o Sá Carneiro.

É a Crise, que rima com brise. E o Rei que só não vai nu, porque prefere andar vestido (embora quando for para Timor...).

Tenho rezado bastante para que tudo isto passe e o 745 venha no fim, para que eu possa ir ao Prior Velho. Encontrar a sabedoria de um Prior de outros tempos, ou então uma oficina aberta.

Muitas são as pequenas capelas onde vou orar (ora vou a uma, ora vou a outra). Evito no entanto tudo o que é igreja matriz, porque eu vou ali para falar com Deus e não para discutir álgebra.

Outras vezes gosto de ir a uma Sé, para tentar ouvir aqueles enormes órgãos encastrados nas paredes. Mas muito raras são as vezes em que sou presenteado com tal prazer.
Perguntei num indeterminado dia a um padre porque não tocava com mais regularidade em tal belo instrumento. Respondeu-me que não pode ser qualquer um a meter lá as mãos.
Acrescentou que mesmo ao domingo, usam o outro que está junto do altar. Disse ele que era mais moderno e que já era digital.
Dou por mim a pensar:
- Como querem que não haja pedofilia na igreja? Se quando olhamos para os altares de várias paróquias durante a missa, o que vemos são os seus padres e os respectivos órgãos digitais!

Isto não faz sentido. É a mesma coisa que recorressem a um pequeno triângulo de madeira e fizessem dele um cata-ventos no cimo de uma torre da igreja.
Depois um galo de Barcelos passaria por ali e interpelava-o:
- Não gostavas antes ser de metal e servir de ferrinhos num rancho?
E ele respondesse:
- Não estou para aí virado.

Mas pensaria certamente o cata-ventos:
- Porque não fazem um galo de Barcelos nas Caldas da Rainha onde em vez de mudar de cor em função do tempo, levantava ou baixava o seu 'indicador técnico' consoante fosse ou não um bom dia para ir para o engate no Bairro Alto?

Sim, porque Natal também é engate!
É o Pai Natal a engatar as renas ao trenó.
É engatar o triângulo de madeira no cimo de uma igreja a servir de cata-ventos.
É engatar a secretária que trabalha no FMI para ela avisar quando eles cá vierem.
São padres a engatar criancinhas enquanto tocam nos seus órgãos digitais.
É o Cristiano Ronaldo a engatar só porque sim.
É a Alexandra Lencastre mortinha por ser engatada.
E mesmo em certos ranchos, quem vai para lá, vai para o engate.

Em relação ao menino Jesus? Esse está em palhas deitado a 8 pontos do Porto e no presépio não terá direito a vaca. Já a teve toda no ano passado.

Para a noite de Natal, deixo aqui um SMS:
"Desejo-te uma muito feliz noite de Natal com a melhor companhia. Espero que não tenha sido muito cara."

Para dar sorte, não se esqueçam de entrar em 2011 com o pé direito.
Caso não tenham pé direito, entrem com a mão direita.
Caso não tenham nem pé nem mão direita, será uma boa altura para se mentalizarem que a sorte não faz parte da vossa sina.


Por curiosidade, ontem quando chegou a casa a operadora da Caixa 3, como estava morrendo de saudades dela fiz-lhe o seguinte pedido erótico:
- Amor, deixa-me tratar dos teus marmelos e vamos fazer marmelada!
Ao que ela me respondeu:
- Não tens lido as notícias? Não tem havido açúcar na prateleira.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sr. Maia? Está bem abelha!

Já está.
14 meses depois cheguei finalmente ao fim deste enorme desafio.
Qual? Ler Os Maias!

Sei que muitos também gostavam de conseguir tal feito, mas como não sentem forças para isso, eu cá estou para ajudar. Finalmente um resumo de Os Maias que irá subir as notas da disciplina de Português e de Educação Sexual.

Então é assim, comecemos pelo Ramalhete. Esqueçam. A descrição tão pormenorizada daquele espaço só existe no início deste romance, porque Eça de Queiroz queria também cativar para a leitura, decoradores de interiores e toda a restante comunidade gay.

Sendo Eça de Queiroz um grande produtor de conteúdos e de novos formatos, pegou então no Ramalhete e transformou-o num mix Casa dos Segredos & Fiel ou Infiel.
Na altura, como não havia a pílula, os jovens só queriam mulheres casadas. Assim, eles sabiam que nunca seriam pais.
A malta ia para a noite no Ramalhete, aproximava-se, oferecia um copo, uma piadinha para ela sorrir, certificavam-se de que era casada e forró com ela. Enfim, outros tempos.
Neste romance, uma mulher que tivesse relações sexuais com vários homens e não fosse casada, era logo marcada pela sociedade como uma prostituta.

No meio deste contexto de sociedade, Afonso da Maia teve (pelo menos no papel) um filho chamado Pedro da Maia. Pedro encontrou uma mulher 'toda boa' e casou.
Ora, uma mulher que poderia ter sido capa da Playboy do mês de Maia(o) e que passou a ser uma mulher casada, passou a ser uma mulher interessante para muitos mais.
Em pouco tempo teve dois filhos (um casal). Uma vez mais um Maia ficou oficialmente como pai. Com isto, com ou sem o seu ADN, Afonso da Maia já tinha netos, sendo que o mais velho ficou com o nome de Carlos da Maia.
Um dia a mulher de Pedro fugiu com outro, ele não aguentou a dor de corno e matou-se. E assim logo no início da história Eça de Queiroz abateu uma personagem. No fundo Eça de Queiroz fez o mesmo que o autor da novela Laços de Sangue, que logo no primeiro episódio eliminou o actor José Fidalgo. Aliás, se tivesse sido Eça de Queiroz a escrever Laços de Sangue, as irmãs separadas em criança, encontrar-se-iam em adultas e virariam em casal de lésbicas.

A mulher de Pedro (O Corno) fugiu portanto com outro, levou a filha mais nova e deixou Carlos com o avô. Só que Carlos era olho vivo e passou a jogar as regras do jogo. Arranjou um amigo chamado João da Ega e dedicaram-se ao engate de mulheres casadas. Aliás, muitas vezes eram elas atrás deles. E assim foi, farra atrás de farra. Até que um dia Carlos fartou-se e quis algo mais à frente. Como não queria descer de nível e virar-se para as solteiras, virou-se para a irmã.
Perto do fim, alguém conta ao Afonso da Maia que irá sofrer uma redução de 10% da sua pensão e este morre.

Para terminar, falta só mencionar o contexto económico de Portugal naquela altura. Digamos que naquela época o país era governado por gente muito incompetente e estava bastante endividado. Enfim, Eça de Queiroz tinha uma enorme capacidade para imaginar cenários irreais.


Para terminar, comentei com a operadora da caixa 3 do Pingo Doce que demorei todo este tempo para ler esta obra. Ao que ela me respondeu:
- É para compensar outras coisas em que és bastante rápido...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Hei! Camões DJ!

Já alguém imaginou Luís Vaz de Camões como DJ? Um DJ das letras, está claro.
Uma mão no prato e o outro braço sempre no ar a puxar pelo público (*).
Tomem lá um provável set:

As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Navegar navegar,
Mas ó minha cana verde,
Mergulhar no teu corpo,
Entre quatro paredes,
Dar-te um beijo e ficar,
Ficarei mais perto do céu,
Ficarei mais perto do mar,
Ó mar salgado, quanto do teu sal,
São lágrimas de Portugal,
São lágrimas, são lágrimas, são lágrimas caindo do meu rosto,
São lágrimas, são lágrimas, são lágrimas que choram por quem gosto,
Eu gosto é do Verão,
De passearmos de prancha na mão,
Põe tua mão na mão do meu Senhor da Galileia,
Põe tua mão na mão do meu Senhor que acalma o mar.
Dá um mergulho no mar,
Dá um mergulho sem olhar para trás,
O passado foi lá trás,
Trás Trás Trás,
Para mim tanto me faz,
Que digas coisas boas ou coisas más,
Ou mesmo que inventes,
Que era lindo o serão lá na casa da avózinha,
Aquilo que eu mais gostava,
Era o jogo da adivinha,
Adivinha quem voltou, comeu e não calou,
Mais uma vez a doninha arrancou,
No Calhambeque bi-bi (não confundir com o calhambeque do Bibi),
Quero buzinar no Calhambeque,
Bi Bidhu! Bidhubidhu Bidubi!...
Vrei sa pleci dar numa, numa iei,
Numa, numa iei, numa, numa, numa iei,
Tsamina mina eh, eh,
Waka waka eh, eh,
Tsamina mina zangalewa,
This time to Africa,
Wegue, wegue wegue wegue,
Wegue, wegue wegue wegue,
Quando eu entro o palco se move,
Kalemba que chove,
Vai ver, vai ver se chove,
Vai chover amor,
Na madrugada vai chover,
Vai chover amor,
Não há luar como o de Janeiro,
Nem amor como o primeiro,
Venha ao Pingo Doce de Janeiro a Janeiro,
O preço é sempre baixo na loja toda, o ano inteiro,
Ponho carro tiro o carro à hora que eu quiser,
Mamo à hora que eu quiser porque a cabrita é minha,
Eu quero comer, Joana,
Que foi com a Teresa chupar rebuçados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana.


Et voilà!

(*) Camões só salvou os Lusíadas porque não queria que o Rolex que tinha comprado em Marrocos apanhasse água. Recordo que na altura não havia marroquinos no Chiado.
Em homenagem a este feito, nos dias hoje, muitos são os oriundos do Magrebe que se concentram na Praça do Camões à noite com variados ramos de flores. Muitos até fazem o ritual de ir para o Bairro Alto e percorrer aquele mar de gente com o ramo na mão e o braço no ar. Como se dos Lusíadas se tratasse.
Ao contrário da grande parte dos alunos, que estudam apenas algumas partes desta obra, estes senhores durante a noite percorrem todos os cantos.



Claro que se Camões vivesse nos tempos presentes, episódios como este poderiam acontecer:
- Sabes quem foi hoje ao Pingo Doce? O Camões!
- Sério?
- Sim, mas coitado, mal se aguenta das canetas. Deu-me pena vê-lo assim, até lhe dei dinheiro para ele poder comprar uma esferográfica.
- E não te deu um autógrafo?
- Não, mas acho que ele está de olho em mim.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Lisboa Baique Ture

Yo, Ali Radical! Sempre a curtir e a bombar sem ketchup.

Dei por mim e estava sentado no alcatrão em plena Ponte Vasco da Gama (PGV). E nem sequer estava na faixa da esquerda. Foi mesmo na faixa central e sem qualquer receio de ser atropelado. Sem ter pago portagem embora tenha sido obrigado a colocar um chip na cabeça para me controlarem. É que eu quando me descontrolo, sou um perigo.

A preparação para este momento já tinha começado no dia anterior. Na noite de sábado, nada de copos e uma noitada que terminou antes da meia noite. A preocupação com o despertar no dia seguinte era superior à de que se fosse para apanhar um avião para ir de férias para Cuba. Após muitas contas de cabeça, despertador programado para as 6h30m. Nem sabia que o telemóvel permitia ser configurado para despertar tão cedo.

Despertou. Não verifiquei mas deviam ser as horas seleccionadas. A parte do cérebro que reconhece números continuou a dormir. Normalmente só preciso desse módulo na altura em que tenho de regular o tempo do microondas para aquecer o meu pequeno-almoço.

Fui então ao banho e fazer a barba, afinal ia atravessar a Ponte Vasco da Gama. Convinha ir apresentável e a cheirar bem. Ainda por cima iria estar maré baixa.
Seguidamente vesti uma t-shirt verde e lá fui eu. Apanhei o Metro e às 7h30m lá estava eu numa enorme fila para ser empacotado num autocarro da Carris. Altamente! Poder numa madrugada de domingo sentir num autocarro aquilo que normalmente só se sente durante a semana em plena hora de ponta. Deduzo que tenha sido mais uma performance planeada pela organização.

Viagem feita. Chegado ao destino, a porta abre-se e toca a correr para uma bicicleta. Por instantes senti-me uma Vanessa Fernandes. Faltava-me só um aparelho nos dentes.
Claro que havia uma bicicleta para todos. Mas era mais do que uma bicicleta. Era um puzzle-bicicleta, cada uma com extras muito específicos. A primeira em que pus a mão já vinha com um travão activado de fábrica. Na segunda, um dos travões tinha apenas funções de estética. Depois peguei numa em que o ajuste do selim era mínimo (deveria ser uma versão mais desportiva). No final, optei por uma que das 18 diferentes velocidades, apenas permita alterar entre 12. Ou seja, vinha estrangulada. Ora como a PVG é conhecida pelos seus fortes ventos laterais, achei por bem ter o cuidado de optar por uma que não permitisse entusiasmar-me e lançar-me para um regime de velocidades proibitivo.

Bicicleta seleccionada, começa a corrida. Não a corrida propriamente dita, mas sim a corrida para o compressor mais próximo. Achei estranho no início que aquelas bicicletas tivessem as rodas quase que vazias, mas depois pensei: foram feitas na China onde os trabalhadores mal podem respirar; é natural que muitos roubem ar às escondidas para poder depois respirar em casa com a família.

Enquanto procurava a fonte de ar mais próxima vi outras pessoas que continuavam viciadas a divertir-se com o puzzle-bicicleta. Havia mesmo quem personalizasse cada pormenor: quadro de uma bicicleta, roda da frente de outra, selim de outra, pedais, etc... Pareceu-me mesmo ter visto alguém que meteu também carretos de mudanças na roda da frente. Provavelmente a primeira bicicleta 2x2 e quem sabe se não teria também diferencial.

Rodas atestadas e agora sim, estava pronto. 8h30m: boa hora para começar. Pensei eu. Estava pronto sim, mas era para pousar a bicicleta e sentar-me no chão. Mas sempre de olho nela, pois a malta do bike-tunning continuava por lá a coleccionar peças e algum menos sério poderia fanar-me alguma jante ou uma maneta das mudanças.

E ali estava eu, sentado, à espera do início. Até que pelas 10h30m deu-se a partida. Ou mais correctamente falando, deram-se as partidas. Só nos primeiros 50 metros, a corrida deve ter começado umas 10 vezes. Passados os primeiros 200 metros em 10 minutos em cima da bicicleta, pude finalmente começar a pedalar. E após 2 Km em meia hora e algumas centenas de partidas (até já tinha travado uma vez com os dois travões ao mesmo tempo) cheguei ao local de partida!

Tinha finalmente passado aquele equipamento semelhante ao das SCUTs que deve ter lido o chip que levava no meu capacete. Espero que não me apareça nenhuma taxa extra no próximo extracto da via-verde.

Mas agora sim, dava para pedalar durante períodos superiores a 10 segundos e pude experimentar uma outra velocidade das minhas 12 possíveis.
Chato foi que quando passei o ponto de partida já me doía consideravelmente as nádegas. Ou seja, quando não se anda de bicicleta durante muitos anos, mais depois fica a doer o rabo.

Foi então que, durante o percurso, vi sentada no muro da ponte uma ciclista loura, de pele esticada e polida, que reflectia tanto o Sol que quase me encandeava. Era nem mais nem menos que a Lili Caneças. Provavelmente a única ciclista com mais partes readaptadas do que a maioria das bicicletas ali em andamento.
Nessa altura pensei:
- Quem me dera ter uma parte daquele botox entre o selim e o meu rabo. O conforto seria tal que provavelmente lançar-me-ia para atacar a camisola amarela.

Segui então até à meta, onde novamente foi lido o meu chip. Como sou morador de um prédio em que o rendimento por condómino é inferior à média nacional, não tive de pagar nada.

No final eram 12h30m e estava em pleno Parque das Nações, com uma bicicleta na mão, cheio de fome, o rabo dorido e a 12 Km de casa.

Naquele momento regredi no tempo e pensei naquele dia em Janeiro. Era um vulgar e frio dia de Inverno e logo que soube do evento fui para a Internet fazer fila virtual no servidor para comprar o meu ingresso (há alguns brasileiros que lêem o meu blog). Após insistência consegui adquirir o meu lugar. Na semana anterior estive horas na fila para levantar o meu dorsal. Naquela manhã, uma nova fila para entrar no autocarro da Carris. Seguiu-se uma fila anárquica para pegar numa bicicleta (minimamente funcional). E como cereja em cima do bolo, uma hiper mega fila de ciclistas em plena Ponte Vasco da Gama - mais facilmente eu fazia a rotunda do Marquês de Pombal na noite em que o Benfica foi campeão.
Tinha ainda uma fila para ir de metro com a bicicleta para casa.

Enfim... Isto só neste país. Tanta burocracia para comprar uma bicicleta por 60 Euros.

Mas a razão disto tudo deve-se àquele dia... Foi há um ano que entrei naquele Pingo Doce e vi a operadora da caixa 3. Apeteceu-me logo atacar aquele prémio de montanha de primeira categoria e alcançar a camisola azul. Aproximei-me mais, e observei nela todos aqueles pontos quentes. Dificilmente a camisola verde me escaparia. Por fim ganhei coragem, dirigi-me a ela e perguntei se me permitia ser o seu camisola amarela. Ao que ela respondeu:
- Ui, tens ainda muito para pedalar...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ich liebe you a lot avec mon coração sem Aloe Vera


Faz por estas alturas um ano que este blog existe,
Um momento que por aqui comecei a escrever,
Hoje continua uma vontade que não desiste.
E há mesmo quem tenha por hábito aqui regressar e ler.
Muitas são as palhaçadas que se resumem ao palhaço,
Piada, oi? Onde estás?
Mas comer Belgas sem ir à Bélgica é como eu faço,
E se elas forem mesmo boas, pás pás pás.


Se aqui escrevo, alguma razão me empurra para tal,
Tal como em Portugal ainda há quem use suíças no rosto,
Terei pela força do sol uma grelhada costela de anormal,
Embora na Suiça também há quem recorra a portuguesas por gosto.

Se da Espanha nem bom tempo nem bom casamento,
Da Suiça, com um Rolex obterás o melhor tempo avulso.
Lá o tuga apetrecha o seu Honda com o melhor equipamento
Enquanto os nativos dedicam-se ao tunning de pulso.
Sim, estive na Suíça a ver canivetes e muitos chocolates,
Percorri grandes montanhas onde vi vacas à manada,
Lausanne e seu enorme lago preenchido de iates,
Onde até um peixe que não saiba esquiar finge que nada.

Mas a vida segue, está aí o Mundial onde sonhamos ser campeões.
E com ele veio a vuvuzela, esse instrumento democrático.
Cada português passou a poder tocar sem desabotoar botões,
E a soprar com todo o prazer num objecto tão fálico.
Vuvuzela poderia também ser uma localidade portuguesa,
Onde os habitantes poderiam exigir: "Vuvuzela a concelho!"
Ou sentir o Estado encerrar a maternidade de Vuvuzela com frieza,
E temer um violador de Vuvuzela que atacasse como um coelho.

O calor já chegou e confirma-se que estamos no Verão,
A operadora da caixa 3 chega mais tarde e deixa-me sem courato,
E sempre que me queixo que fico sozinho durante o serão,
Ela responde-me: "Se queres companhia, arranja um gato".

Estou a tratar disso...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Mas como consegue ficar tão longe!

É longe, é muito longe. Para lá de 69 Oceanos e uma Marina. Um barco por mais que navegue parece que nunca mais lá chega.
Tanto sal que tem esse mar e tanto Sol que apanho que me dá sede. Bebo por isso um copo de água.

Estou a falar de quê? Na maior unidade de distância. Aquela que só de pensar na possibilidade de a percorrer dá-me sede. Bebo por isso outro copo de água.
Jesus na última ceia, pegou no pão, e distribuiu pelos seus discípulos. Ora o pão dá sede. Bebo por isso mais um copo de água.

Depois também Jesus teve de beber um pouco de vinho para matar a sede. Eu estou a conduzir este teclado e não posso beber álcool. Por isso, para matar a sede bebo outro copo de água.
Jesus embora fosse filho de Deus, não tinha a sorte do pai, que como está em todo lado não precisa de comprar passe, não tem o stress das greves da Carris e muito menos tem problemas com os preços dos combustíveis. Por isso tinha de se deslocar pelo seu próprio pé, pois os transportes públicos eram um calvário. Deveria dar muita sede. Só por isso bebo agora mesmo mais um copo de água.

Mas levar a palavra a cada vez mais gente, exigia ir cada vez mais longe.
Um dia pressentiu que o iriam prender e decidiu tentar ir para longe. Para muito longe. Infelizmente, como estava muito cansado das pernas só conseguiu ir até ao Monte das Oliveiras. Porque nessa noite, onde ele queria mesmo chegar era ao Cú de Judas. Mas como já referi, é uma distância enorme.


Mas que sede. Preciso de beber mais. Apetece-me chegar a casa, sentar-me no sofá (do Rock in Rio) e dizer:
- Ohh minha operadora do coração, traz-me uma mini.
- Vai lá tu, o frigorífico não está assim tão distante.
- Anda lá! Traz uma com abertura fácil. Não quero com carica.
- Sim, pelos teus modos hoje não terás mesmo c(a)rica...

terça-feira, 25 de maio de 2010

Rock in IKEA

Yeeeeeeeeee! Grande Curte!

Acho que abriu por estes dias a nova loja do IKEA em Loures. Uma grande superfície onde se pode encontrar tudo para a casa. Tudo não, quase tudo. Ou melhor, apenas algumas coisas.
Se querem realmente uma grande superfície onde há de tudo para equipar uma casa (ou pelo menos enchê-la com 'coisas'), vão ao Rock in Rio.

Uma pessoa entra e vêm logo jovens com uma máquina de sulfatar (atomizador para os menos rurais) às costas distribuir cerveja. Uma amostra inicial de tecnologia. Penso que uma alfaia de espalhamento de adubo (fertilizante para os menos rurais) a distribuir tremoços também seria interessante. Embora a maior falta a meu ver nesta questão, foi o não colmatar do problema de excesso de mijo (urina para os menos rurais) causado pela cerveja. Acho que se justificava andar outra equipa de voluntários cada um com um penico equipado com aquele aspirador que os dentistas nos colocam na boca para salvaguardar a especificidade anatómica das senhoras.

Passando esta montra tecnológica, já me estavam a entregar um saco de pano. Para que irá servir não sei, mas combina muito bem com o cabo da vassoura lá de casa. Mais um passo e dão-me um anel com uma mini lanterna. Um anel que será muito útil para quando for a Fátima.

Depois, uma fila. Se há fila, vamos para a fila. É porque há algum bom produto no final da espera. Assim foi, um belo filme 3D e no final um belo chapéu de palha.

Caramba, chegado a esta fase, entrei no ritmo daquela adrenalina toda e mais ninguém me parou. Fui logo direito à Montanha Russa, esperei, bebi uma garrafa de água, recebi um tapete para o rato e curti a montanha. Com a garrafa vazia fui para outra fila, meti a garrafa num buraco e recebi uma mini lancheira. Muito gira, combina com o saco de pano.

Não podia parar, não conseguia parar. Fui logo para outra fila, cantei um Karaoke e recebi a primeira t-shirt. Embora sem sede, bebi outra garrafa de água e fui outra vez à máquina onde se metia garrafas vazias. Desta vez recebi uma t-shirt. Gira, muito gira. Era já a segunda.

Vi ao fundo, um local onde se fazia uma coreografia e cantava ao mesmo tempo. Lá fui eu, uns minutos na fila, gritei "As Saudades que eu já tinha", levantei duas ou três vezes os braços e no final recebi uns óculos. Uns óculos belíssimos com o mesmo desconto que o Manuel de Oliveira teria na MultiÓpticas.

Mas eu queria mais, muito mais. Em mais filas me meti e mais t-shirts e óculos recebi. Numa dessas passagens entre filas uma moça ofereceu-me duas Camisas de Vénus (preservativos para os menos rurais). Penso que devido a tanta gente, ali era um ponto de Control.

Depois cheguei a um ponto em que pensei: tanta coisa para mim, mas pouca coisa para a casa! Fui então para outra fila, já nem sei bem o que fiz, mas devo ter feito com profissionalismo, pois no final tive direito a um belo sofá. E num momento de sorte, após mais uma fila, ganhei um telemóvel num passatempo.

Já carregado e satisfeito com a minha prestação, decidi então usufruir um pouco o local. Fui então para uma fila para ser lançado ao ar, outra fila para andar numa roda gigante e outra onde fui colocado num cordão da roupa enorme em que as molas estavam estragadas. Fez com que deslizasse ao longo do cordão e fui lá ter abaixo. Deviam ter avisado que estava avariado. Assim tive de subir aquilo tudo novamente para vir buscar as coisas todas.

Bem, cheguei a um ponto em que fiquei mesmo cansado e resolvi ir embora antes que ficasse de noite. Um colega ainda insistiu para ficar e ver uma tal de Pivete Sangue de Alhos e Chá Queria. Mas eu respondi logo:
- Estás doido, deves pensar que eu paguei quase 60 euros para ir para o meio da confusão! Para ouvir música, ouço em casa.

Lá cheguei a casa, montei o sofá no centro da sala, sentei-me, liguei na SIC Mulher que estava a transmitir o Rock in Rio em directo e aproveitando a música chamei a operadora da caixa 3 do Pingo Doce da seguinte forma:
- Estoy aquí quierendote... (parecia mesmo o primeiro ministro).
- Já vou...
- Querida, não é assim, é Eu Vou. Até tenho aqui um boné com essa frase. Olha aqui outra coisa que consegui hoje. São uns novos da Control, Finíssimo, podíamos experimentar!
- Finíssimo... já sei bem o que isso é... Não percebo como és tão rural e tão parco em hortículas...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O Povo da Islândia

Os Islandeses são um povo diferente e em constante mutação cultural.
Nós tivemos o Papa, mas eles também seguem a religião católica. E até com bastante afinco. Todos os meses fazem umas partidas de Carnaval no espaço aéreo e vivem metodicamente a respectiva quarta-feita de Cinzas.

O que muitos desconhecem é a cultura ancestral de tal povo e que eu vou aqui partilhar. É um povo que sabe e que sempre evoluiu com a sua realidade. A prova disso são estas opulentas frases:


"Mais vale um pássaro na mão, do que dois a sujarem-se a voar."

"Não guardes para amanhã, o voo que podes fazer hoje."

"Zangam-se os vulcões, descobrem-se avarias nos aviões."

"Cinza mole em asa dura, tanto dá até que já não flutua."

"Quem sai aos seus, nem sempre consegue voo para Genebra."

"Quem muito dorme, deita-se num canto do aeroporto."

"Cinzas no ar, aviões em terra."

"De livro fechado não sai cinza."

"Quem semeia cinzas colhe caos aéreo."

"A cinza da vizinha atrapalha sempre mais do que a minha."

"A cinza tarda mas não falha."

"A cinza de manhã é cinzenta, de tarde é chata, e nos reactores mata."

"As palavras voam, a cinza fica."

"A ocasião faz o vulcão."

"Abril, cinzas mil."

"Cinzas passadas não entopem aeroportos."

"Apanha-se mais depressa um mentiroso do que um avião."


Haveria com certeza muito mais cultura que poderia aqui expor, mas as traduções à letra de Islandês para Português nem sempre são fáceis.

Para terminar, vou confidenciar-vos a minha enorme destreza e capacidade em encantar a operadora da caixa 3 do Pingo Doce. Basicamente tenho feito tudo para que ela se sinta na Islândia.
Ontem, depois de jantar, virei-me para ela e disse:
- Querida, vamos para cama que aqui o teu vulcão quer entrar em erupção.
- Já estou a ver. Tu em menos de 3 minutos irás estar com um cigarro a largar fumo e a espalhar cinza pela cama. E aqui o avião terá de ficar retido em terra...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Papa aqui... em Lisboa

Ei-lo por cá!
- Papa hoje e amanhã em Lisboa;
- Papa no dia 13 em Fátima;
- Papa no dia 14 no Porto;
- e papa o Zezé Camarinha no Algarve o resto do ano;

Vá, deixemo-nos de criticar Bento XVI. Claro que o João Paulo II era bonzinho, mas a Cerelac também era e não foi por isso que deixámos de crescer. Temos de entender que cada geração de crianças tem sempre um tipo de papa associado.

O que sinceramente me irrita, é esta promiscuidade entre religião e futebol. Ainda por cima, descarada.
Reparei no domingo, enquanto o Benfica festejava o campeonato no Marquês de Pombal, que num prédio estava um enorme cartaz com o Papa (o Pai), em cima de um autocarro Jesus (o Filho) e mesmo ao lado, o Espírito Santo. As três pessoas da Santíssima Trindade todas pelo Benfica e de frente para o edifício da EDP, como que indicando a Luz.
Ao observar isto, tal como o Miguel Veloso, fiquei com o Polga atrás da orelha, mas fingi que era adepto ferrenho de futebol e não pensei no assunto.

Mas hoje, leio isto:
"Durante os dois dias em que Bento XVI vai estar em Lisboa. 11 e 12 de Maio, o metropolitano vai circular com restrições nas linhas Azul e Verde."

Alguém ouviu falar de restrições na Linha Vermelha? Será o túnel desta linha menos problemático?
Enfim, só não vê quem não quer (e alguns ex-utentes do Santa Maria).

Felizmente, o Papa também significou avanços tecnológicos para Portugal.

"...um condutor urinário descartável (espécie de funil que permite às mulheres urinarem de pé)..."

A Quercus já veio manifestar-se. Pois isto não é mais do que uma solução dissimulada de esgotos a céu aberto e já exigiu que o KIT inclua uma ETAR a aplicar na sola do sapato.
Já em relação à vaselina purificada, nada contra. Por vezes até há umas peregrinas bem giras.
Esta mesma empresa prevê lançar um novo produto para breve: KIT Contribuinte. Este não incluirá funil, mas em compensação trará um reforço de vaselina.

Achei também curioso o facto de Bento XVI ir à Margem Sul visitar o Cristo Rei. Penso que desde João Baptista ninguém pregava no deserto.

Ontem quando via com a Caixa 3 do Pingo Doce um documentário, mencionaram que a presença em Portugal do Papa afigurava-se cheia de interesse missionário.
Perguntei-lhe se ela partilhava da mesma posição. Ao que ela respondeu:
- Há posições mais interessantes para partilhar...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Isto é que vai uma crise!

Crise, crise, crise!
É que não se fala de outra coisa, já começa a saturar. Pior, só o facebook onde todos os dias tenho um convite para um grupo de sexo, e nunca tenho um convite para sexo em grupo.

Calma!

Tanta opinião que até chateia. Nota-se bem que os especialistas do caso Maddie andaram todos a tirar uma pós-graduação na especialidade "crise".
Vendo bem até há bastantes semelhanças. Vejamos:
- o Euro tem mais ao menos a mesma idade;
- fala-se hoje tanto da Grécia, como naquela altura da Praia da Luz;
- o Euro também parece que vai desaparecer;
- os pais do Euro fartam-se de desdobrar em visitas em vários países e a aparecer constantemente nos média;
- até o Papa planeia visitar e receber países onde o Euro poderá desaparecer;
- há quem diga que os Euros que desapareceram na Grécia nunca voltarão a aparecer;
- não tardará a ser escrito um livro "Euro, a verdade da mentira";
- ...

Eh pá, nem de propósito. Enquanto escrevia este post vejo esta notícia:

Diria também que há quem não queira encontrar Euros nos seus bolsos para emprestar à Grécia.
Em resumo, ao contrário das novelas da TVI, que trocam o argumento e mantêm o elenco, neste caso, mantêm o argumento e mudam o elenco.

Só digo isto: Pensem bem antes dessa coisa de acabar com o Euro e nas enormes consequências para o Fernando Mendes.
Primeiro era o Preço Certo. Depois teve de alterar para o Preço Certo em Euros. Como seria agora sem o Euro?
Preço Certo em Géneros? Humm, parece-me até com potencial...
Imaginem: apresentam uma montra com uns determinados artigos devidamente acompanhados por uma daquelas modelos de Leste. No final o Fernando Mendes perguntaria ao concorrente:
- Uma belíssima montra! Quanto dá?
- Dou 3...

Já há também quem fale em apertar o cinto! Não pode ser. Se o fizerem, a malta nova fica com os joelhos presos e cai.
Isto para não falar, que quando eu estou num daqueles momentos loucos com a operadora da caixa 3, se ela me aperta mais o cinto, deixo de conseguir respirar...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

AliComments : Estatísticas

Já todos ouvimos dizer: "Os números falam como gente".
É um facto. Aliás, os números falam melhor do que muita gente mais nova.
Se somarmos a isso o facto de que cada cidadão necessita de vários números, mas um número não necessita de nenhum cidadão (excepto o 69 em que são necessários 2), vemos bem a vantagem que os números levam em relação a nós.

Após este chouriço numérico que acabei de encher (reparem que até mesmo quando enchemos chouriços, estes têm a forma de um número), vamos ao assunto de hoje.

Tenho duas notícias que irei correlacionar.


Na primeira diz quem entre 1960 e 2003 a taxa de natalidade diminuiu 50%, ou seja 11,6% a cada 10 anos. Por outro lado, na segunda notícia, nos últimos 10 anos o número de padres diminuiu 11%.

Ou seja, a taxa de natalidade em Portugal está fortemente ligada ao número de padres existentes neste mesmo país.
No entanto, há uma grande dúvida sobre quem implica quem. Há na comunidade científica duas facções distintas:
- uma afirma que pelo facto de haver menos padres, há também menos mulheres a ficar grávidas;
- outra afirma que pelo facto de haver menos crianças, há menos interessados em ir para padres;

Infelizmente a ciência é como as sapatarias em época de saldos, nem sempre têm o número que queremos. Por isso teremos de esperar que dados de novas estatísticas nos esclareçam este interessante fenómeno demográfico.


Este post foi escrito em conformidade com o novo Acordo Sexual que fiz com a operadora da caixa 3 do Pingo Doce.

domingo, 18 de abril de 2010

ALIGMA - Return To NoSense

Imagino-me hoje no tempo de Adão e Eva. Sem facebook, sem telemóveis, sem talões de desconto, sem botas de biqueira de aço, sem boxers por fora das calças e sem bolachas de água e sal.
Apenas eu no paraíso, como que num resort em regime TI.

Imagino Deus, depois de me criar, a dizer-me:
- Vá lá, faz aí umas cenas daquelas que tu pensas que têm piada.
- Posso gozar com aquilo que me apetecer? - perguntei eu.
- Tudo, excepto piadas que metam maçãs.
- Qualquer maçã? Ou só as que têm bicho?
- Todas!
- Mesmo as que já caíram no chão?
- Todas!
- Posso gozar com aquela vaca?
- Sim.
- E se ela estiver a comer uma maçã? Das do chão?
- Pois, realmente as vacas podem comer maçãs. Aliás, só as vacas podem comer maçãs aqui no paraíso, mas quando isso acontece, não poderás gozar com elas.
- OK. Mas... Pá, assim sem mais ninguém, quem é que vai rir? Preciso de algo para cultivar e desenvolver as piadas!!!
- Bem, eu como Deus que sou, posso criar uma aplicação, tipo FarmRir. Serve?
- Convinha mais existir outra pessoa para rir. Alguém que também tivesse assim uma costela para a piada parvinha.
- Seja...

Deus tira-me uma costela e fez a mulher, mas esta, em vez de gostar da piada parvinha, tinha um corpo com piada e era parvinha. Características que se mantiveram ao longo dos tempos...
Imaginem que logo no primeiro momento, ambos nus, frente a frente, ela olhou para mim de alto a baixo (focando-se mais na zona central) e desatou a rir. Senti logo nesse momento que tinha muita piada.

Deus entretanto interrompe o momento e diz:
- Olha aí! Tens uma senhora à tua frente, pega numa folha de videira e tapa-te.
- Folha de videira? Não seria melhor esperar pelas uvas e com elas fazer vinho tinto? Dizem que é bom para os vasos sanguíneos do pénis...
- Com folha ou sem folha de videira, crescei e multiplicai-vos!
- Multiplicar? Como faço? Dá para tirares outra costela e fazeres outra mulher que saiba já fazer contas? Seria uma Mulher com Assistência de Cálculo. Que achas? Poderia chamar-se Mac Eva!
- Por acaso já vem com esse sistema avançado, mas o melhor que ela consegue fazer são contagens até 28. Multiplicar terá de ser contigo.
- Mas ó Deus, estou aqui a olhar para o manual da mulher que criaste e isto é muito complicado. Estou com sérias dificuldades em percebê-la.
- Claro, o manual está em inglês. Tens de aprender essa língua.

Assim foi. Comecei a frequentar um curso de inglês feminino técnico. Um dia vinha eu a chegar do curso de inglês e apanho a Eva a comer o fruto proibido. Gritei logo para ela:
- Mac Eva, don't eat that apple!!! Isso é só para as vacas! Depois não poderei gozar em você!
Mas era tarde demais. Deus, quando soube, ficou fulo comigo. Disse que a culpa era toda minha.
- Lindo serviço! Agora, para não entrar em conflito com as directivas do paraíso, a mulher vai também poder ser uma vaca e vou ter que te retirar o manual.
- Mas eu ainda não o li todo!!!
- Azar. Seja como for, o manual não incluía este novo módulo.

Por esta razão, desde então ninguém percebe as mulheres e muitas vezes elas são umas vacas.

Entretanto, Deus acalmou e voltou a dirigir-me a palavra:
- Vá, para esquecer esta parte, pede-me outra coisa para gozar, mas sem pisar o risco.
- Posso gozar com compotas?
- Finalmente escolhes algo com que podes brincar sem receios. Com compotas podes gozar à vontade.
- Porreiro, sei de uma que é bem boa!
- Ai é? É de quê?
- De maçã!

Deus faz uma pausa com cara de poucos amigos, respira fundo e continua:
- Olha, esquece aquela parte da multiplicação, eu posso fazer isso por ti...
- iPod!
- Olha! Já estou a ficar pelos cabelos contigo!
- Talvez então o melhor seja usar o champô Palmolive Maçã Verde que tem extractos de maçã.
- CALA-TE HOMEM! Nunca mais falo contigo.

E realmente, desde tal dia, Deus deixou de falar com o homem. O melhor que fez foi enviar o filho como intermediário.
Deus, já farto de me ouvir, dirigiu então a palavra à bela mulher que criara graças à minha costela:
- E tu meu pingo doce, que desejas?
- Uma caixa...
- De chocolates?
- Não, registadora.

sábado, 10 de abril de 2010

Onde é que ela está?

Este post está fora de horas, mas tenho explicação.
Há quem perca o comboio, o guarda-chuva, a virgindade, ou até mesmo o juízo. Eu perdi a piada!
Antes tivesse perdido a virgindade...

Resultado: tem sido toda a semana a tentar descobrir onde raio a perdi. Comecei pela bagunça que tinha na mesa da sala e até o Sol folheei página por página. Mas nada de piada. Encontrei no entanto um estudo que aproveitei para ler enquanto fiz uma pequena pausa na procura da piada.

Sabem que adoro estudos. Então quando mete vinho e sexo, excita ainda mais esta minha sede de cunhecimento.
Investigação

"Para realizar esta investigação, Delminda Neves usou durante seis meses três grupos de ratos: um que teve como bebida exclusiva vinho tinto, outro que só bebeu soluções de álcool em concentração equivalente à presente no vinho e, por fim, um outro que esteve a água."

Achei que a Delminda esteve mal. Com uma taxa de desemprego de 10%, para quê sacrificar os pobres ratos? Aliás, bastaria examinar os ditos cujos do Toni e do Vilarinho.
Mas vá, parabéns pelo estudo. Agora só falta que o Vaticano ordene a substituição do vinho por água durante a missa. É que, devido à crise de vocações para ser padre, o défice de padres é cada vez maior e cada vez os existentes realizam mais missas. Isto implica uma maior ingestão de vinho por parte de cada padre.
Resultado: é mais perigoso uma criança passar numa sacristia do que passar pelo túnel da Luz juntamente com os Super Dragões.

Mas eu não podia parar mais tempo. Tive de continuar a tentar ver onde raio perdi a piada.
Fui procurar de seguida na garagem. Mal abri a porta e com a entrada da luz vi um rato a sair de um armário velho que tenho lá no fundo. Pensei:
- Bolas, tenho um rato gay na minha garagem! Um rato que não quer nada com ratas! Será que ele também leu o estudo e anda-me a beber o vinho tinto da garrafeira?

A piada também não estava na garagem. Continuava perdida. E aquele estudo não me saía da cabeça. Ocorreu-me mesmo que o Rato Mickey teria de fazer parte dos ratos do estudo que bebiam álcool, pois de outra forma nunca se poderia aproximar de uma Mini.
Antes de voltar a fechar a garagem e por precaução, retirei de lá o Trivial Pursuit. Não fosse o rato comer-me os queijos.

Enfim, desisto. Não estou realmente a ver onde raio perdi a piada. Já me ocorreu tentar comprar umas piadas, aliás até já telefonei para várias farmácias a perguntar se tinham piadas, mas nada. Responderam-me até que tal como os testes de gravidez, estava tudo esgotado. Ao que parece a Luciana Abreu consumiu todo o stock.

Que bom que era eu conseguir um humor à Pingo Doce e ter piada de Janeiro a Janeiro...
Vale-me que vou tendo a atenção da Caixa 3 e sinto mesmo que irei voltar a encontrar a piada com a ajuda dela. Hoje mesmo, ao acordar virei-me para ela, dei-lhe um beijo e afirmei:
- Duvido que alguma vez tenhas tido um homem tão viril na cama como eu.
Ao que ela respondeu:
- Estás com umas piadas muito giras...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Conhecimento Tuga

Ser Português é nada mais nada menos que fazer parte do povo que sempre criou história.

Um país que oficialmente começou com uma mãe que foi vítima de bullying por parte do filho é logo um motivo de orgulho. Se nos tempos actuais os jovens fazem birra por uma consola, naquele tempo, jovens como o Afonso gladiavam-se porque queriam ter um país só seu e assim poderem também divertir-se com jogos de guerra. E há mesmo historiadores a dizerem que os jogos de guerra naquela altura tinham gráficos de uma qualidade impressionante e uma realidade virtual 3D soberba.

Mas a essência tuga já vem de trás. Alguns achados arqueológicos demonstram que a dedada tuga já existia nos tempos de Jesus Cristo.

Consta que um grupo de engenheiros (não se sabe se estavam inscritos na Ordem, mas sabiam Latim Técnico) chegou junto de César e propôs construir uma SCUT para o troço Pretório - Calvário. Duas faixas de rodagem em cada sentido e com 14 estações de serviço ao longo de todo o percurso.
César, embora tivesse gostado da ideia, achou que 14 estações de serviço para um troço tão pequeno era um exagero.
Claro que sendo engenheiros com genes de tuga, facilmente aludiram que o povo gosta de fazer bastantes paragens ao longo do percurso. Muitas vezes encontram a mãe pelo caminho e param para conversar um pouco. Outras vezes, a malta curte beber um 'copo' com as mulheres de Jerusalém que costumam andar por aquelas bandas na altura do Spring Break. Ou mesmo para a maquilhadora Verónica poder dar um retoque no rosto de quem pudesse ter transpirado um pouco mais durante a subida.
César, mesmo após estas explicações, mantinha algumas reticências. Achava que duas faixas para cada lado eram demais. Mas logo os engenheiros argumentaram:
- Imagine que um dia decide montar lá em cima um parque de cruzes para geração de energia eólica? As cruzes são largas, necessitam de pelo menos duas faixas. Ou então, imagine que necessita de escoltar os adeptos do FCP quando vierem jogar ao Coliseu?

Desta forma convenceram César, que deu luz verde para o projecto.
Foi então criado para o efeito um consórcio com o nome Aragem S.A., nascendo assim o primeiro lóbi das autoestradas, que mais tarde se iriam internacionalizar ao ganharem a adjudicação dos Caminhos de Santiago.

Claro que na construção muitos detalhes de segurança foram negligenciados. Normal. Eram já empreiteiros com tendências tugas. Onde puderam poupar nos materiais, não hesitaram.
Resultado: um troço com vários pontos negros. Só Jesus, da primeira vez que utilizou aquela alternativa, caiu três vezes e não chegou vivo ao destino.

Dada a enorme contestação do povo, César teve então que gastar mais dinheiro para corrigir algumas partes do traçado original. Tal gasto extra originou uma grande derrapagem em relação ao orçamento original (mais uma vez, típico para quem trabalha com construtoras tugas), o que originou um défice nas contas públicas (um problema latino muito recorrente).
Uma vez mais, a Aragem propôs uma ideia inovadora para a época: cobrar portagens.
César gostou da ideia, afinal iria ser mais algum a entrar para os cofres de Roma. Mas logo lhe ocorreu outro problema: como cobrar as portagens?
A Aragem apresentou-lhe novamente uma solução tecnológica para efectuar essa mesma função. Não eram necessárias pessoas para executar a cobrança, apenas bastava colocar uma coroa constituída por uma bobine de espinhos na cabeça de quem utilizava aquele caminho. Depois seriam colocadas ao longo do caminho cruzes a desempenhar a função de antenas, que se encarregariam de registar quem utilizava aquela infraestrutura.
César ficou espantado com tamanho avanço tecnológico e perguntou qual o nome que iriam dar a tal sistema. Ao que os engenheiros da Aragem responderam:
- Será a Via Sacra.

(Neste post não falo da caixa 3 do Pingo Doce, porque estamos na Páscoa e não devemos pensar em pecar...)

terça-feira, 23 de março de 2010

Sobrinhavera.

Eis a chegada da tão desejada Primavera. Com a chuva dos últimos tempos estava já com receio que esta estação estivesse também para ser comprada pela PT, mas como esta época traz sempre muitos prados cheios de erva fresca, dificilmente o Bloco de Esquerda deixaria passar o negócio.
Temos por isso aí a época do Sol, das flores a desabrochar (sempre apreciei este verbo), dos passarinhos a acasalar (também simpatizo com este verbo), do pólen, das alergias e das inscrições nos ginásios.
O Amor fica muito mais no ar. A minha alma sente-se muito mais quente e por isso vou fazer um poema (antes de ligar o ar condicionado).

O dia nasceu com Sol,
e o dia acabará quando o Sol se pôr.
Tanta linda flor e um caracol,
onde raio deixei o regador.

Um jardim e uma andorinha,
numa manhã de orvalho.
Comprei hoje uma carrinha,
que anda como o caneco. (tão rápida que nem consegui rimar)

Apetece-me correr e saltar,
por esses campos sem fim.
Regressar depois para jantar,
ou então doar um rim.

Na Primavera pára de chover,
e os namorados oferecem guloseimas.
Amor é fogo que arde sem se ver,
foge Stevie Wonder que ainda te queimas.

Ó minha operadora querida,
és a minha couve coração,
tens os joelhos em ferida,
deve ser de esfregar o chão!

Primavera não é só Sol e Poemas de Amor.
É também o regresso das andorinhas.
É o voltar ao trabalho com todo vigor,
das formigas, abelhas e do ZeZé Camarinhas.

E já está por esta semana.
Bom fim-de-semana e até à próxima sexta-feira.


"Error send post: incomplete post, missing a stupid story!"


Ufff, está bem, deixa cá ver... raios, ainda por cima só tenho mais 2 minutos para fechar a edição de hoje. Vá então rapidamente.

Quando era criança, tinha uma bicicleta com o pneu de trás todo careca de tanto pião fazer.
Fui então ganhar dinheiro para comprar um pneu novo.
Vesti uma camisola. Essa camisola tinha sido lavada com amaciador à base de ameixa. A minha tia também tem ameixas e laranjas. As laranjas tem muita vitamina C, o que é bom para combater a Gripe A. Quem teve também uma gripe foi um senhor que vende material da Apple e que disse para eu apanhar o Ipod do chão. Só que eu preferi antes ir apanhar pêras.
Cheguei ao meu vizinho e perguntei:
- Precisa que lhe apanhe pêras?
- Sim, tenho ali aquelas pereiras todas. Vá e apanhe onde quiser.
Eu fui e como não tinha a ajuda da caixa 3, apanhei 3 caixas.

Moral da história:
"É possível apanhar Pêra Rocha que tem uma cor verde e passar um Recibo Verde que tem uma cor roxa."

Hoje, não tenho bicicleta, tenho cada vez mais pneu, mas estou igualmente cada vez mais careca.

Já está, agora o sistema deverá aceitar.

Novamente em jeito de despedida, o que importa mesmo é que hoje novamente volta a ser sexta-feira. Sou capaz de convidar a caixa 3 do Pingo Doce para um cinema. Por falar em cinema, ela anda bastante perturbada com essa coisa do 3D. Olhem que na semana passada vira-se para mim e diz:
- Faz favor de colocar o avatar para não te sujares e vai lavar a loiça.
Mas para perceberem bem o quanto ela anda viciada no 3D, ainda ontem à noite, quando tirei a roupa toda e fiquei todo nu mesmo à frente dela, ela diz:
- Deixa-me colocar os óculos...

quinta-feira, 18 de março de 2010

À Portuguesa.

Hoje venho mesmo à tuga.
À última hora, sem tempo e sem nada em mente de que tretas deverei eu comentar hoje.
Estava a contar com uma ajudinha do Sol, mas já não consigo ver essa face oculta.

Sei que todos vêm aqui à procura de algo cultural, pois ontem foi realizada uma feira medieval em Alvalade onde foi recriada a Batalha de Aljubarrota. Este evento veio calar muitas vozes críticas em relação à calçada portuguesa, pois esta mais uma vez veio a revelar o seu enorme potencial. Alguns sindicatos gregos já iniciaram mesmo contactos com várias empresas de calceteiros portugueses para revestir as principais artérias de Atenas.

Economia, Finanças e Política são outros tipos de informação que muitos aqui vêm pesquisar.
Um dos assuntos da semana foi a "Lei da Rolha". Mais uma prova de que o mercado de matérias-primas está a ser o que melhor retorno está a ter. Neste caso o PSD decidiu alterar a sua carteira, reduzindo a sua exposição aos citrinos e apostar mais na cortiça. Prevê-se por isso alguma crispação nas próximas eleições entre a Mota-Engil e a Corticeira Amorim.
Para além disso, se por um lado o PS tem Luís Figo a apoiar Sócrates por intermédio do TagusPark, o PSD terá já o José Mourinho a dar o seu apoio por intermédio da Associação Portuguesa de Cortiça.

Trago uma outra excelente notícia: Tecto máximo para benefícios fiscais e deduções
"Os contribuintes vão passar a ter um tecto máximo para os montantes dos benefícios e deduções fiscais de que poderão beneficiar."

Sei que vamos passar a pagar mais impostos, mas em contrapartida mais nenhum contribuinte irá ficar sem ter um tecto. Significa que ninguém irá para debaixo da ponte e por isso deixa de ser necessária a construção da terceira ponte sobre o Tejo, o que por sua vez evita mais esta despesa. Penso que não podem criticar este governo por falta de visão.


Datas. Datas é também um assunto sempre importante (evitem esquecer o aniversário do dia em que conheceram a namorada, do dia do casamento, do dia do primeiro beijo, do dia em que partiu o salto do sapato na calçada portuguesa, etc...). Hoje por exemplo, é dia 19 de Março, um dia mundialmente conhecido. É nada mais nada menos o Dia da Contracepção Defeituosa.


Para este post ficar completo, falta um evento importante. E por isso vou relatar a minha peregrinação à Nossa Senhora das Operadoras de Caixa do Pingo Doce.
É longe, muito longe e exige um árduo trabalho de equipa. Não basta ir, esfolar os pés, acender uma vela e regressar. É uma peregrinação para duros, sem uma Toyota Hiace a dar assistência e sem recorrer a qualquer colete reflector. Nesta temos de ir sempre a cantar e levar durante todo o percurso uma vela acesa.
Para me auxiliar nesta missão, convidei dois amigos: o Orlando Sporting, a quem chamamos "O Sporting", e a operadora da caixa 3.
Eu fiquei com a responsabilidade de ir a cantar, a caixa 3 ficou encarregue de registar os momentos mais importantes e "O Sporting" foi de vela.

Para provar que tudo isto é verídico, aqui está o video do momento em que cheguei ao final de épica caminhada. Vejam a enorme energia cósmica que há no momento do chamamento. Sintam a devoção e o modo como as mãos captam o fluido divino.

video



quinta-feira, 11 de março de 2010

(De)Formação

Que não restem dúvidas. É muito importante a formação. A prova disso são as formas do corpo da caixa 3 do Pingo Doce.
Aliás, eu já tinha sido avisado por ela no passado, mas não liguei. Resultado: ela deixou de me dar troco.
Para me tentar redimir e impressioná-la resolvi então investir na minha formação e apostar numa nova oportunidade.
Eis a foto que o prova.
Esta formação teve as suas particularidades. Foi dada durante um fim-de-semana e o Diploma foi passado a um Domingo. Ora, como estou a pensar comprar uma Televisão no próximo mês (uma TV LCD 81cm), irei passar a reunir mais duas condições para um dia poder fazer parte de um governo (para além de ser parvinho de todo). Fica só a faltar autorizar a construção de um Pingo Doce numa zona protegida.

Um cidadão tem que ter sempre ciente que a formação é primordial, tal e qual como o acesso à cultura.
A título de exemplo, temos esta bela exposição.
Adorei. Finalmente vi a cara de uma mulher a ter um orgasmo. Embora no início tenha pensado que eram fotos de rostos de adeptos do FCP tiradas durante o jogo Arsenal - FCP.

Entretanto ao ler o artigo sobre esta exposição achei curiosas as sábias palavras ditas pela autora:

«Foi uma experiência única. Não precisei de ser convencida na medida em que sempre achei que estávamos perante uma ideia inédita e extraordinária. Agora, só acontece porque quem fotografa e quem é fotografado é um casal muito apaixonado»

No entanto eu tenho uma opinião diferente e tal como com o Miguel Sousa Tavares, aqui a minha opinião é que conta.
Vejamos. Talvez tenha sido uma experiência única para ela, mas há por aí muitas outras mulheres que os conseguem com alguma regularidade (não que tenha visto, mas ouço os amigos dizerem). Em relação a ser uma ideia inédita e extraordinária, lamento dizer, mas Tomás Taveira realizou alguns vídeos em que captava caras com expressões semelhantes há já alguns anus (raios, o meu corrector ortográfico está sempre a falhar). Por último, dizer que só acontece porque se tratava de um casal muito apaixonado, é mentira. Vêem-se muitos casos de violência doméstica em que as mulheres fazem caras com traços muito parecidos aos que estão presentes em fotos como esta.


No entanto, já percebi que tenho que continuar a investir na minha formação cultural. Noto que há por aí muitos com mais formação do que eu. Ainda ontem, após a operadora da caixa 3 me ter dado uma nova oportunidade e eu ter dado o meu melhor, ela no final vira-se para mim e disse:
- O rapaz da charcutaria é bem mais criativo do que tu...


PS: Na semana passada informei aqui que a Luciana Abreu estava grávida. Afinal já não está! Aposto que ficaram todos a pensar o mesmo que eu:
- Quanto terá pago o John Terry desta vez?


quarta-feira, 3 de março de 2010

Extra Virgem.

Oi!

Antes de começar, notícia do dia: Luciana Abreu está grávida!
Será que para a semana haverá escutas do acto transcritas no Sol?
Para mim não foi nenhuma surpresa, pois eu vi a passar há pouco tempo em Lisboa o John Terry.

Após este à parte, hoje vou pensar numa coisa nova, sem ser um Kinder Surpresa. Algo que te faça sentir com febre e com uma vontade louca de coser meias com um ovo de avestruz.

Sei que não é fácil, muita coisa nos distrai:
- Nunca uma face oculta foi tão exposta;
- Ultimamente a situação meteorológica consegue estar taco a taco com o governo a meter água em Portugal;
- Ora há dias em que o Sol está nas bancas, ora há dias em que as bancas estão ao Sol;

É complicado eu sei, mas força. Tenta lá então imaginar que és uma garrafa de Fairy e ficar bem concentrado.

Agora, com um braço bem no ar, imagina que consegues apanhar uma pena que estava colada com azeite galo às crinas de um pónei que por acaso vai a passar.
Pena que a pena não era do galo. Era sim de uma galinha que cantava de galo.
Tenta agora escrever qualquer coisa com a pena. Como deve estar gordurosa, sacode os restos de azeite para o chão.
Imagina-te agora um escritor, um poeta, ou quem sabe um argumentista. Como estás em início de carreira, pedem-te para fazer um anúncio sobre um novo pano de mesa. Um pano que é maravilhoso, todo ele um tecido feito à base de crinas de pony. É o melhor pano para ter numa mesa lá em casa.
Para imagem do anúncio contratas a Diana Chaves e dás-lhe o texto do anúncio.
Começam então as gravações, mas com a galinha ali perto a cantar de galo, a Diana Chaves não se consegue concentrar (nem com a ajuda do Fairy).
Lembraste então, de te caracterizares de pano gigante e assim poderes ficar junto dela, para lhe poderes ditar os textos durante as gravações. Mas mesmo assim ela não consegue seguir as tuas deixas e continua a enganar-se.
Com isto tudo o pónei passa-se diz:
- Essa Diana Chaves é uma nódoa!!!

Ela irrita-se, vai a correr para agredir o pónei, escorrega no azeite galo que tinha pingado da pena de galinha com que estás a escrever, tropeça e cai em cima de ti.
Então tu pensas:
- Afinal é mesmo verdade... No melhor pano cai a nódoa!!!

Claro que no dia a seguir os média ao saber de tal acidente te iriam entrevistar e garantidamente te iriam perguntar se era virgem.
Aí terias de ser humilde e responder:
- Não percebo nada de azeites.

Esquecendo este estado de concentração e voltando à realidade, esta semana estava a ver o telejornal com a caixa 3 do Pingo Doce, quando falaram do terramoto no Chile.
Mencionaram que a intensidade foi tal que desviou o eixo de da Terra em 8 centímetros e reduziu os dias em 1,26 microsegundos.
No final da notícia ela comentou entre os dentes:
- 8 centímetros... 1,26 microsegundos... quem me dera...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Até me passo... a 3!

Vivas!

Hoje vai ser mesmo a despachar, que eu não tenho tempo a perder com hebetismos.
(toma lá, vai buscar, esta é para os ministros verem que também sei meter palavras que ninguém percebe, mas que são o suficiente para fazer por si só uma notícia)

Vamos então lá às tarouquices de hoje: (segunda palavra, ó yeé, nem o Mário Lino consegue duas seguidas)

Resumo do que saiu hoje no Sol:
O Sol desta semana, para ser diferente, trás uma escuta onde entra Armando Vara a falar com uma outra personalidade importante.

Por falar em Armando Vara, este senhor consegue ter mais chamadas para homens de poder, do que o Cristiano Ronaldo tem de SMS's enviados para mulheres que são um 'poder'. A maior diferença, é que Vara está a passar agora pelos apertos, enquanto o Ronaldo já passou.

Bem, hoje não me apetece escrever muito mais, mas como preciso de encher um pouco mais este post, vou transcrever parte de uma notícia onde entra a Manuela Ferreira Leite.

"Manuela Ferreira Leite disse hoje, em declarações à margem dos trabalhos parlamentares, que nunca disse que Portugal estava no mesmo caminho da Grécia, mas sim que iria pelo mesmo caminho se o Governo nada fizer."

Faz sentido, não? Eu diria mais:
"Portugal vai porque sim, até lá poderá também ir mais pelo lado de lá. No regresso, pela certa terá de regressar, ou em caso contrário terá de fazer o percurso inverso.
No entanto, é de reparar, ou talvez antes tomar em atenção, que há um caminho a seguir. Um caminho que é uma linha recta e que poderá ser seguido sempre a direito.
No final, iremos muito provavelmente concluir que chegámos ao fim, ou então a uma situação terminal."

Muitos estão à espera o desvendar do mistério dos Gato Fedorento.
Irão passar a 3D?
Irão todos passar a pente 3?

Nada disso, eu vi as filmagens, vão é ao Pingo Doce fazer compras e quando forem a escolher porque caixa querem passar para pagar, irão optar por passar a 3.

Claro que depois disso a operadora da caixa 3 ficou perturbada.
Depois disso, esta semana estava eu a fazer zapping no sofá no MEO, virou-se para mim e disse:
- Só contigo é sempre muito fraquinho, acho que também devíamos passar a 3.